64% dos brasileiros não sabem reconhecer um bom investimento, apesar de se informarem sobre o assunto | Educação financeira

A interpretação e compreensão de informações são essenciais para o planejamento financeiro. Quase metade dos brasileiros (47,3%) afirmam ter habilidade para buscar informações e tomar decisões financeiras, um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação a 2023. No entanto, mais de 64,3% dessas pessoas admitem não saber identificar boas opções de investimento.

Esses dados foram revelados na quarta rodada da pesquisa que avalia o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em colaboração com o Banco Central (BC).

O estudo, que abrangeu cinco mil respondentes maiores de 18 anos, revelou que 35,7% das pessoas se consideram capazes de reconhecer um bom investimento, um aumento de 2,7 pontos percentuais em relação a 2023. O I-SFB classifica a saúde financeira das pessoas em uma escala de 0 a 100 pontos e as divide em sete faixas: Ótima, Muito Boa, Ok, Baixa, Muito Baixa e Ruim.

Analisando cada faixa, apenas 2% das pessoas com classificação “Ruim” conseguem avaliar se um produto financeiro é adequado para elas. Já na faixa “Boa”, 16% se sentem capazes de identificar um bom investimento, enquanto na “Muito Boa” e “Ótima” esse percentual é de 26% e 65%, respectivamente.

Produtos como seguros de automóvel e casa, investimentos e previdência privada têm maior adesão entre aqueles com melhor saúde financeira. Enquanto 46% das pessoas com classificação “Ótima” possuem investimentos, a média geral é de apenas 24% para carteira de investimentos, 21% para seguro de casa e 21% para previdência privada.

A pesquisa também destaca que a maioria dos brasileiros possui produtos financeiros como conta corrente, cartões de débito e crédito e poupança. Financiamentos, consórcios e seguro de vida são menos comuns, sendo que outras modalidades de seguro e investimentos apresentam adesão intermediária, variando de 20% a 40%.

Embora 62% dos respondentes declarem saber organizar suas contas, o estudo revela diferenças significativas na posse de produtos de crédito rotativo, cheque especial e empréstimo pessoal, com uma tendência maior de utilização desses produtos por quem possui uma saúde financeira classificada como “Ruim”.

No panorama geral da saúde financeira, houve uma melhora, elevando a pontuação média para 56,7 pontos, ficando atrás somente de 2020, quando atingiu 57,2 pontos.